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segunda-feira, dezembro 22, 2003

Lamb encerram digressão europeia em festa em Lisboa 

A dupla britânica Lamb terminou em Lisboa, na sexta-feira à noite, a digressão europeia de apresentação do seu mais recente álbum de originais, «Between Darkness and Wonder». Andy Barlow e Louise Rhodes estavam ansiosos por regressar a palcos portugueses, onde são sempre tão bem acolhidos. Durante duas semanas a percorrer a Europa, era em Lisboa que mais pensavam. O Pavilhão Atlântico não estava tão cheio como o previsto, mas a festa seguiu pela noite dentro a todo o gás até ao último minuto, aproveitando o que o presente ofereceu porque não se sabe o que o futuro reserva.



O concerto no Pavilhão Atlântico era aguardado com grande expectativa: primeiro porque seria a primeira apresentação formal do novo álbum; segundo porque era uma nova experiência para a banda, que tocava num espaço tão grande como este Pavilhão pela primeira vez. Uma série de «primeiras vezes» que estavam em jogo. O desafio era ainda maior quando se via o número de cadeiras vazias nos balcões. As condições da sala não são as ideais para a banda, estando muito longe de atingir momento de rubro como os da Aula Magna, Paredes de Coura e mesmo já os coliseus.

Nada intimidou os Lamb, que se sentem sempre em casa. Andy Barlow explicou mesmo que iriam apresentar-se neste concerto como se fosse o último da sua carreira, não importando o número de pessoas. E um bicho louco que se espalha através da voz de Louise Rhodes ocupa-se dos corpos que se entregam aos rituais já habituais. Tudo parece familiar, mesmo o que é novo.

O alinhamento da noite foi dividido entre os temas de «Between Darkness and Wonder» e os três álbuns anteriores, saltitando entre uma canção recente para depois recuperar os êxitos fundamentais do passado. Da nova colecção de canções foram escolhidas «Darkness», que abriu o alinhamento da noite vindo da escuridão, «Stronger», «Till The Clouds Clear», «Learn», «Sun», «Sugar 5». Dos temas mais antigos, a dupla recuperou «Little Things», «Gold», «Heaven», «Gabriel», «What Sound», «Gorecki», «Cottonwool», entre outros.

A acompanhar a dupla Andy Barlow e Louise Rhodes estavam habitual contra-baixo/baixo, um baterista e um guitarrista, contando também com uma secção de cordas, que permitiu interpretar ao vivo temas que os Lamb nunca tinham levado ao alinhamento dos concertos como «Learn».

Há uma química estranha entre os Lamb e o público português. É um caso de paixão que não há raciocínio que explique. Já vimos todos os passos, movimentos, truques; conhecemos de cor as loucuras de Andy Barlow quando está nos sintetizadores e todos os passos de dança de Louise Rhodes. Mas nada parece entediar esta relação de pedra. A paixão passou a uma amizade profunda que torna os concertos dos Lamb numa reunião de amigos que não exigem muito mais do que a presença uns dos outros: os Lamb esperam o público que sempre os acarinhou; o público espera os Lamb como estiverem. Visto friamente esta relação parece um casamento já esgotado, à beira do divórcio. Mas só um frente-a-frente pode julgar as condições deste relacionamento mágico.

O futuro dos Lamb pareceu incerto a julgar pelas palavras de Andy Barlow. Considerou que este disco que aqui apresentavam marcava um momento idêntico ao de «Fear of Fours». A dupla precisava de se apagar para renascer, acreditando que se o destino quiser os Lamb juntos a gravar discos e a subir a palcos, assim acontecerá. Nada garantido que os Lamb se estão a dar como vencidos, até porque já têm novos compromissos para 2004.

in Diario Digital

By: Rita Rocha

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quinta-feira, dezembro 18, 2003

Metro estará em greve dias 23 e 29 de Dezembro 

O Metropolitano de Lisboa vai paralisar na próxima terça-feira, dia 23, e na segunda-feira, dia 29, entre as 6:00 e as 10:00 horas. O Sindicato dos Transportes Colectivos de Lisboa não se entende com a empresa e, por isso, convocou estas duas paralisações, adianta a edição desta quinta-feira do Diário de Notícias.


Em declarações ao jornal, um responsável daquele sindicato, Diamantino Lopes, afirmou que esta greve contará com a participação de cerca de 60 trabalhadores que fazem parte das chefias da área de exploração, ou seja, directamente ligados à central de circulações.
De acordo com Diamantino Lopes, a greve nada tem a ver com aumentos salariais. O que os trabalhadores do Metropolitano pretendem é «melhores condições de trabalho».

O problema «é que a direcção comercial pretende alterar o sistema de progressão de carreira, transferindo operadores de linha directamente para a chefia de segundo nível, ocupando cargos de inspectores de movimento». Contudo, desde sempre «só ascendiam ao segundo nível os operadores que se encontravam no primeiro nível, acrescentou o sindicalista.


In Diario Digital

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«O Senhor dos Anéis – O Regresso do Rei»: O fim da triologia que marcou o cinema 

Depois de um ano de espera e ansiedade, estreia finalmente nas salas portuguesas o último episódio da saga «O Senhor dos Anéis». «O Regresso do Rei» é verdadeiramente o ponto alto da aventura que prende cinéfilos e admiradores da obra de Tolkien ao grande ecrã há três anos. Um filme fantástico, em todos os sentidos da palavra, que promete colar os espectadores à cadeira.



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Quem gostou dos dois primeiros episódios não fica desiludido. A terceira parte da triologia é sem dúvida a melhor, algo a que o próprio livro que lhe serviu de inspiração não é alheio. Dos três volumes que Tolkien dedicou à saga dos anéis, «O Regresso do Rei» é também o mais conseguido. Daí a grande expectativa em ver no grande écran a interpretação que Peter Jackson lhe deu.

O resultado é um filme que realmente agrada a gregos e troianos. Aqueles que resolveram esperar para ver o produto final nos cinemas, não se perdem na história, mesmo que alguns saltos da narrativa sejam notórios. Ao mesmo tempo, os que já leram a obra de Tolkien não ficam defraudados pela adaptação. Apesar dos óbvios e necessários cortes na narrativa, o principal e imprescindível está lá. E exactamente como o autor descreveu (exaustivamente) nos livros.

À semelhança do que já acontecia com os dois primeiro episódios, aqui os efeitos especiais são também estrelas do filme, não fosse um dos personagens, Gollum, ele mesmo um efeito criado com recurso a alta tecnologia. O recurso às imagens criadas por computador faz com que as cenas de batalha - que preenchem, de resto, grande parte do filme - sobretudo aquelas de maiores dimensões, nos deixem com arrepios na espinha.

A grande diferença em relação aos primeiros filmes está numa visão (muito) mais aprofundada sobre o que resta de humano à sombra dos efeitos especiais. «O Regresso do Rei» é mais focado nos personagens, explora mais os seus sentimentos e valores. Com isso deixa de lado a tendência para que a triologia se fique por uma saga baseada em cenas de batalha bem conseguidas. E fica também resolvido um dos defeitos dos primeiros episódios, em que a adaptação obrigou a apagar traços importantes da personalidade dos intervenientes da história.

Enfim, agora que Peter Jackson deu por terminada a saga da Irmandade do Anel, saímos do cinema com pena que não haja mais episódios para ver. Aos fãs resta ver e rever «O Regresso do Rei» nos cinemas e depois em DVD, e esperar que o realizador consiga adquirir os direitos de «O Hobbitt», e transponha a pré-história do Anel para o grande ecrã.

Ficha Técnica

Título original: The Lord of the Rings: The Return of the King
Título em Português: O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei
Realizador: Peter Jackson
Actores: Elijah Wood, Viggo Mortensen, Ian McKellen, Orlando Bloom, John Rhys-Davies
Género: Aventura/Fantasia
Distribuidora: LNK
Produção: Nova Zelândia / EUA
Ano: 2003
Duração: 190 minutos


16-12-2003 20:20:15

In Diario Digital

Por: Sofia Cartó

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